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gerais

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Falta de Banda Larga ultrarrápida diminui em até 20% o valor das propriedades PDF Imprimir E-mail
Escrito por Wagner   
Quinta, 04 de Setembro de 2014 16:03

Falta de Banda Larga ultrarrápida diminui em até 20% o valor das propriedades

Segundo artigo publicado no “The Telegraph” a disponibilidade de Banda Larga com boa velocidade vem se tornando ponto decisivo para os compradores de imóveis. Segundo pesquisa realizada no Reino Unido com cerca de 3.000 pessoas, a Banda Larga já é considerada mais importante do que disponibilidade de transporte e proximidade a escolas.

Em muitos casos, segundo os corretores de imóveis, os compradores desistem do negócio ao constatarem a inexistência de boa infraestrutura de Banda Larga, que permita o trabalho em casa e a diversão em casa, facilidades somente possíveis com velocidades apropriadas.

Seguindo essa tendência os sites de procura de imóveis britânicos já começaram a incorporar em seus filtros de pesquisa a disponibilidade de Banda Larga. Para os usuários dos sites, essa disponibilidade já é considerada um fator relevante de decisão de aluguel ou compra, tal como a existência de infraestrutura de água, energia e gás.

O plano de cobertura de 95% das residências do Reino Unido com velocidade de 30 Mbps foi adiado para 2017. Com isso, propriedades que possuam essa infraestrutura nos dias de hoje passaram a ser mais valorizadas.

Segundo o artigo, o valor do aluguel ou venda de propriedades no Reino Unido pode ser diminuído em até 20%, devido à indisponibilidade de um serviço de Banda Larga de boa qualidade e velocidade.

Brasil

A ANATEL considera como Banda Larga, o serviço com velocidade acima de 256 Kbps, e, nesta velocidade, segundo seu site, todos os municípios e toda a população da área urbana estão 100% cobertos.

É evidente que tal velocidade mostra-se insuficiente nos dias de hoje. No Reino Unido a disponibilidade de 2 Mbps já se encontra bastante próxima de ser universalizada, sendo que a velocidade de 256KBps sequer é considerada Banda Larga.

Nos dias de hoje, a meta da maioria dos países é a disponibilização de serviços em fibra ótica, capazes de oferecer bandas superiores a 100 Mbps, como já vem acontecendo em alguns bairros das maiores cidades brasileiras.

O desafio é então, o estabelecimento de politicas públicas capazes de facilitar e fomentar a implementação de redes de alta velocidade capazes de servir de infraestrutura para o desenvolvimento de negócios, bem como para melhoria da qualidade de vida da população.

O artigo original do “The Telegraph” pode ser encontrado no Blog da GO ASSOCIADOS em http://goassociados.blogspot.com.br/

Artigo original em http://www.telegraph.co.uk/technology/broadband/10671273/Slow-broadband-wipes-20-off-house-prices.html

Última atualização em Quinta, 04 de Setembro de 2014 16:13
 
O que pode acontecer com a operação da TIM PDF Imprimir E-mail
Escrito por Wagner   
Quinta, 04 de Setembro de 2014 15:40

O que pode acontecer com a operação da TIM

Gesner Oliveira[i]

Wagner Heibel[ii]

Guilherme Marthe[iii]

Há três cenários regulatórios e concorrenciais para a operação da TIM. O primeiro é a autorização da operação que permitiria à Telefônica absorver a parcela da TIM no mercado. O segundo é a possibilidade de entrada de um novo player. O terceiro é o fatiamento da TIM e sua absorção pelos principais concorrentes.

Em relação ao primeiro cenário, o CADE recentemente emitiu parecer solicitando que a Telefônica se afaste do controle da TIM ou da VIVO nos próximos meses. Tal decisão decorre de movimentos acionários ocorridos na Itália e descritos no Quadro 1.

Quadro 1 – Estrutura societária da Telefônica

 

                                               tabela_1

Fonte: voto do Conselheiro do CADE, Carlos Emmanuel Ragazzo

A participação das principais empresas no mercado nacional chega a mais de 90%. VIVO, TIM e CLARO detêm parcelas semelhantes, ao redor dos 25% de mercado e a OI, 18%. Uma forma comum de medir a concentração do mercado é através do HHI. Tal indicador varia de zero em regime de concorrência até 10.000 em situação de monopólio. No caso da telefonia celular, o HHI do mercado nacional chega a 2534, ligeiramente superior à referência internacional de 2500, número a partir do qual autoridades de concorrência dos EUA considerariam o mercado “altamente concentrado”.

Seria difícil imaginar que as autoridades brasileiras permitiriam uma concentração tão elevada com a união entre Vivo e TIM. Conforme o QUADRO 2, o HHI passaria de 2534 a 4083, representando aumento de 61,17% no nível de concentração de mercado.

QUADRO 2 – Cenário 1 Absorção da TIM pela Telefônica

 tabela_2

Fonte: Anatel, elaboração GO Associados

Em relação ao segundo cenário, a venda total do controle para um novo player seria mais benéfica à concorrência. Neste caso, não haveria alteração no índice de concentração conforme indica o Quadro 3.  

Quadro 3 – Cenário 2: Entrada de um novo player

tabela_3

Fonte: Anatel, elaboração GO Associados

Uma possível entrante seria a VODAFONE, capitalizada após a venda de suas posições nos Estados Unidos. Alguns observadores são céticos, contudo, quanto à disposição desta empresa em investir em novo mercado, tendo em vista a necessidade de concentrar seus esforços no mercado europeu.  O mercado também comenta outros possíveis interessados nesta compra integral, porém não foi divulgada proposta concreta nesta direção até o momento.

Na Argentina movimento semelhante ocorreu, sendo que a participação de 22,7% que a Telecom Itália detinha da Telecom Argentina foi vendida ao fundo de investimentos norte-americano Fintech, no final de 2013, por valor estimado em cerca de 1 bilhão de Euros.

Assim, do ponto de vista concorrencial e tomando o mercado nacional de forma agregada, o Cenário 2 seria preferido pelas autoridades. No entanto, se estiverem corretas as previsões de baixo apetite por parte de potenciais novos players, a operação não seria levada adiante, o que seria prejudicial mercado, uma vez que na atual situação o nível de investimento é insuficiente dadas as necessidades de infraestrutura de telecomunicações do país.  

Em relação ao terceiro cenário, uma divisão da TIM pelas outras três principais operadoras - OI, Claro e a própria VIVO – mereceria alguns comentários. A avaliação desta possibilidade deve ser realizada considerando dados de market share mais desagregados. Tome-se, por exemplo, dados por estado da Federação, uma vez que o preço é definido neste âmbito. Tal procedimento leva a conclusões diferenciadas, dependendo da situação de cada estado.

Ilustrativamente, no Paraná e Santa Catarina a TIM possui maiores níveis de participação de mercado, respondendo respectivamente por 53,3% e 42,8% destes mercados. A venda da TIM em fatias iguais para as outras empresas de telefonia geraria resultados diferentes. Conforme mostra o Quadro 4, esta medida seria desejável no Paraná, onde o índice de concentração de mercado cairia quase 7% após a venda. Em contraste, em Santa Catarina, esta mesma alternativa aumentaria a concentração em 13% (QUADRO 4). Conclui-se que uma avaliação do Cenário 3 e sua comparação com o Cenário 2 exigiria levantamento minucioso.

QUADRO 4- Cenário 3:Fatiamento da TIM entre VIVO, Claro e oi

tabela_4

Fonte: Anatel; Elaboração GO Associados

Além do grau de concentração do mercado, a operação de venda da TIM coloca a discussão sobre a unificação das bases de clientes das empresas em um único espectro[iv]. Tal questão não é trivial, seja do ponto de vista técnico ou jurídico. Ainda que a migração dos clientes fosse aceita pela ANATEL e pelo CADE, haveria a necessidade de ajustes no que se refere ao uso do espectro. Tal ajuste é de competência da ANATEL, exigindo análise na regulamentação pelo Conselho Diretor desta autarquia, a fim de permitir a consolidação de espectro.

A solução para a questão TIM – TELEFÔNICA é crucial para a consolidação da competição no Brasil. Trata-se de uma dessas decisões que servem como marco jurisprudencial e que afetam o comportamento do mercado e a satisfação do cliente por algumas décadas.



[i][i] Economista, professor da EASP FGV e sócio da GO Associados

[ii] Engenheiro, especialista em telecomunicações e sócio da GO Associados

[iii] Economista e analista da GO Associados

[iv] Espectro de frequências explorado pelas operadoras de telefonia móvel regulado pela Anatel.

 
Venda da TIM: VIVENDI[1]/GVT de volta ao jogo? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Wagner   
Quarta, 03 de Setembro de 2014 14:44

Venda da TIM: VIVENDI[1]/GVT de volta ao jogo?

A determinação do CADE para que a Telefônica saia do controle da TIM no Brasil pode trazer alterações no cenário competitivo da telefonia móvel nos próximos meses

Em edições anteriores desta coluna, comentamos os movimentos na Itália que implicam na necessidade de reposicionamento no controle da TIM, no Brasil. O CADE já solicitou que a Telefônica se desfaça do controle da TIM ou da VIVO no Brasil, em um prazo que os analistas estimam em 18 meses, mas que foi mantido em sigilo pelo CADE, para não impactar a possível venda de posições.

Assim, em princípio, trata-se de uma questão de tempo para que o Brasil passe a contar com um novo player ou com uma reconfiguração da TIM.

Já foi cogitado, por exemplo, que a TIM poderia ser dividida e comprada pelos atuais players, de forma a que o novo Market Share resultante seja tal que minimize os impactos competitivos decorrentes do desaparecimento da TIM como empresa atuante no mercado brasileiro.

No cenário onde a compra seja realizada de forma integral, mantendo a configuração atual de cinco prestadoras móveis com cobertura nacional (OI, TIM, CLARO, VIVO e NEXTEL), é importante acompanhar os movimentos da VIVENDI, empresa francesa, que é detentora do controle da GVT, no Brasil.

A GVT é uma empresa que começou a operar em 2000, logo após a abertura do mercado de telecomunicações brasileiro, como uma empresa espelho, atuando inicialmente na região da Brasil Telecom (posteriormente adquirida pela OI). A GVT construiu um modelo de negócios sólido, focado inicialmente em medias e grandes cidades do interior do Brasil, operando com rede fixa.

Tal estratégia tem se mostrado exitosa e a GVT conseguiu se consolidar com um importante player no mercado.

A Tabela 1 apresenta alguns dados da GVT em 2013.

 

Tabela 1 – Crescimento da GVT em 2013

Milhares

2012

2013

Var. Ano

Telefones Fixos (Voz)

3.489

3.934

12,8%

 Banda Larga 

2.239

2.621

17,1%

 TV por Assinatura 

406

643

58,4%

Total de Acessos

6.134

7.198

17,3%

 Base de clientes ≥ 10MB 

80%

86%

-

Cidades Cobertas

139

150

7,9%

Fonte: www.teleco.com.br

 

 



[1] Ver maiores detalhes sobre a operação da VIVENDI na França em:

http://www.reuters.com/article/2014/03/21/us-bouygues-idUSBREA2J1ZH20140321

Este crescimento vem acompanhado de um desempenho econômico financeiro interessante, com aumento da Receita Liquida e do EBITDA, como mostra a Tabela 2.

 

Tabela 2 – Dados econômico financeiros da GVT

 

R$ Milhões

2011

2012

2013

Var. Ano

Receita Liquida

3.354

4.300

4.862

 13,1%

EBITDA

1.394

1.854

2.011

 8,5%

Margem EBITDA

41,6%

43,1%

41,4%

-

Investimentos

1.635

2.373

2.188

 (7,8%)

Fonte: www.teleco.com.br

 

 

Em um novo mundo onde a mobilidade passou a ser uma necessidade de todos os clientes e a venda integrada de serviços um fator importante para permitir sinergias e um atendimento mais completo ao cliente, a GVT teria grandes ganhos ao se associar a uma operação móvel no Brasil.

A VIVENDI, controladora da GVT, é a maior empresa de telecomunicações e mídia da Europa, e vem sendo penalizada pelo mercado por possuir uma gama muito grande de operações, tendo perdido dois quintos de seu valor nos últimos cinco anos, pelo efeito do chamado “desconto de conglomerado”: os investidores acham melhor apostar em diversas empresas focadas do que em uma única diversificada.

A fim de rever seu portfolio de empresas, e focar mais no negócio principal, a VIVENDI vinha buscando um comprador para sua fatia na GVT, tendo como preço alvo o valor de 7 bilhões de Euros.

A DirecTv, empresa americana controladora da SKY no Brasil, mostrou-se interessada e, ofereceu cerca de 6 bilhões de Euros pela GVT. Porém, em meados de março, foi informado que o negócio não seria concretizado.

No entanto, quase que simultaneamente foi informado que a VIVENDI irá dar seguimento as negociações com a Numericable, que ofertou 11,75 bilhões de Euros pela operação de telefonia móvel SFR, vice-líder do mercado francês de telefonia móvel.

O final dessa negociação está previsto para ser anunciado até o final de março.

Recentemente, em 20/03, foi anunciado que a Bouygues, outro conglomerado francês, cuja oferta de US$ 11,3 bilhões havia sido preterida pela Vivendi, aumentou o valor para 13,15 bilhões em dinheiro, fazendo com que a negociação com a Numericable fique ainda mais tensa e favorável a VIVENDI.

Se a venda for exitosa, gerando elevados valores para seu caixa, é possível que a VIVENDI volte a se interessar por fortalecer suas operações no Brasil, se aproximando da Telecom Itália, na busca um acordo onde as duas empresas se aliem e permaneçam com suas posições estratégicas no Brasil, reforçando-se mutuamente. Não deve ser descartada a hipótese de compra total por parte da VIVENDI, menos provável, no entanto.

O CEO da Telecom Itália, Marco Patuano, em sua visita ao Brasil ocorrida em fevereiro, comentou: “A TIM é uma companhia muito boa que faz telefonia móvel e a GVT é uma ótima companhia que faz telefonia fixa. Então surgem especulações de que isso seria uma combinação ótima”.

Na Itália, o segundo maior acionista da TELECOM ITÁLIA, Marco Fossati, lançou um candidato para disputar com o indicado da Telefônica, no próximo dia 16 de abril, o cargo de Presidente do Conselho da Operadora.

Como se vê este ainda é um jogo que está sendo jogado, e muitos movimentos e surpresas poderão acontecer nos próximos meses.

Última atualização em Quarta, 03 de Setembro de 2014 15:00
 
Petróleo e Gás (Oil and Gas): M2M deve dobrar até 2018 PDF Imprimir E-mail
Escrito por Wagner   
Sexta, 11 de Abril de 2014 19:14

Segundo a Consultoria Berg Insight, existiam 423 mil dispositivos M2M, sem fio, conectados na indústria de petróleo e gás, ao final de 2013.

Neste mesmo ano, as aplicações M2M nesta indústria cresceram cerca de 21,4%, especialmente para o controle de poços e oleodutos.

Em 2018, a consultoria estima que haverá,  1,12 milhões de equipamentos conectados somente nesta indústria.

Com o aumento da cobertura das redes de telecomunicações, disponibilização de radiofrequências especificas para supervisão de equipamentos das utilities, e queda dos preços de sensores e equipamentos de controle e telecomando, pode-se esperar um aumento ainda maior.

Mais detalhes em http://www.berginsight.com/News.aspx

Última atualização em Terça, 29 de Abril de 2014 16:25
 
Venda da SFR por 17 bilhões trás a GVT no Brasil para o foco de aquisições ou parcerias PDF Imprimir E-mail
Escrito por Wagner   
Sexta, 11 de Abril de 2014 19:04

Aproximadamente 17 bilhões de Euros foi o valor pago à Vivendi por sua operadora móvel francesa, a SFR. O grupo Frances receberá 13,5 bilhões de Euros e ainda continuara com 20% de participação na nova empresa.

Com isso, a operação da GVT no Brasil tem características únicas dentro do Grupo Vivendi que, claramente, passou a focar mais no ramo do entretenimento e conteúdo.

Conforme nosso informativo da semana passada, a GVT, que já esteve à venda, sem alcançar o valor pretendido pelo grupo francês, passa novamente a ser alvo de atenção.

Última atualização em Sexta, 11 de Abril de 2014 19:06
 
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